O meu bebe branco e careca já casou. O meu outro bebe (outro dia falo mais dele) ainda está por aí....mas ele é mais mala que eu....rs...e tem muita história sobre ele.....
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O início
Eu casei criança e 3 meses depois de casada estava grávida. Uma sensação muito estranha. Primeiro voce fica curioso para saber se é menino ou menina, depois começam as preocupações: se vai ser perfeito, saudavel. Esta é a principal preocupação de todas as mães. São somente as primeiras. É legal ficar grávida, todo mundo te acha linda embora voce esteja igual ao peru da sadia. Aí vem emoção do parto, a curiosidade em ver com quem se parece, se está tudo bem, se é perfeito/a. Eu não quis saber o que era. A emoção da surpresa é a melhor de todas. E ali estava ela, Angélica: 48 cm, 2,600 Kg, careca, branca, olhos enormes, boca enorme...minha filha. Que sensação mais estranha, boa e ruim ao mesmo tempo. Um ser humano que depende de voce para sobreviver. Se voce não cuidar, morre. Engraçado que eu lembro dos detalhes, do cheiro...cheiro de criança é uma delícia....e quanto trabalho: fraldas, coco mole, coco duro....e a ilusão de que quando crescer vai dar menos trabalho. Realmente algumas coisas ficam mais fáceis. Voce não precisa mais trocar fralda, limpar a bunda, dar comida na boca. A independência tem um preço: mais preocupação. Agora não depende tanto de mim. Só chama a mãe e só lembra dela nas horas de aflição. ( Não é drama; meus filhos dizem que sou dramática. Toda mãe é!). O mundo é perigoso, na visão das mães e ninguém é bom o suficiente para estar com os filhos e filhos são todos iguais. Nos acham malas, chatas, ultrapassadas, ridículas, grudentas....sou mesmo, sou mãe mala assumida. E até sou mais moderna porque acho que existem pessoas boas que podem compartilhar dos meus filhos, que podem namorar e casar com eles.
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